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Assassino de animais numa rede social

Assassino de animais numa rede social

Sou mãe de uma coelhinha de sete meses. Sim, mãe. Trato-a como se fosse minha filha, com todo o amor e carinho do mundo. Dou-lhe guloseimas, comida, água, limpo-lhe a gaiola, solto-a pela casa para poder correr como se estivesse num jardim, dou-lhe o que todos os animais do mundo precisam, amor. Não é a minha primeira filha, infelizmente o destino já me tirou mais três filhos ao longo da minha vida. Sempre cuidei deles como o ser pequeno e frágil que são, sempre com cuidados e atenção a tudo o que precisam.

Felizmente existe uma enorme comunidade internacional de pessoas como eu, que cuidam dos seus coelhos como filhos. E não falo só de coelhos, são pessoas que gostam de todo o tipo de animais e que tratam deles como família. No Instagram, por exemplo, existem milhares de páginas onde é possível ver como os animais são bem tratados e estão integrados em famílias de todo o mundo, a maior parte chega até a ter um sítio próprio só para eles, livres de uma gaiola. Como interagem connosco, adultos e até com crianças, é inexplicável.

Mas nem tudo são rosas.

Infelizmente, há uns dias atrás, eu e uma amiga da comunidade recebemos um pedido de alerta para uma conta de Instagram onde estariam a ser colocadas fotografias de coelhos assassinados e até vídeos em direto onde o dono da conta, um Iraniano de nome Farzad, assassinava os próprios animais a sangue frio e se mostrava a fazê-lo. Na página podia ler-se: “Coitadinhos dos coelhos…Sou um assassino de coelhos, quem quer juntar-se a mim? Sigam-me!”. Toda esta situação gerou uma tristeza enorme e uma revolta pelo fato desta pessoa tirar a vida a animais indefesos por pura diversão.

Criou-se uma petição pública e com isso milhares de denúncias foram feitas ao Instagram e o tal iraniano foi sempre criando novas contas, até que recebemos uma resposta às denúncias por parte da mesma rede social: “Obrigada por despender o seu tempo a denunciar este vídeo. Enquanto analisámos a publicação que você relatou por violência ou danos, descobrimos que a mesma não viola as nossas diretrizes da comunidade. Relatórios como o seu são uma parte importante para tornar o Instagram um lugar seguro e acolhedor para todos.”

Quer isto dizer que para o Instagram, para as pessoas que analisam as denúncias, ver um vídeo de um homem a assassinar animais a sangue frio não lhes faz qualquer diferença. É este o mundo em que vivemos? Onde matar é banal? Talvez se fosse um vídeo de uma pessoa a matar outra tomassem em consideração, mas como foi um animal já não há problema, não viola a política da rede social.

O próximo protesto é para mudar essa mentalidade, fazer com que uma rede social não deixe passar impune este tipo de atos cruéis. O que não podemos mudar são as leis, porque no nosso país existem Direitos dos Animais e é crime o que esse senhor fez, mas no Irão…a conversa já não é a mesma. O Irão não tem uma legislação básica contra a crueldade animal e são poucos os ativistas que protestam a favor dos direitos dos animais. Infelizmente não conseguimos travar pessoas como o senhor Farzad de matar mais animais inocentes…

Marta Pinheiro

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