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Modelos de Trabalho: Uma Reflexão

Modelos de Trabalho: Uma Reflexão

Modelos de Trabalho: Uma Reflexão sobre a Globalização e Direitos Humanos no Mundo do Trabalho

Caminhando entre os dois hemisférios do Globo, e conhecendo um pouco da realidade laboral destes dois lados do mundo, é fácil concluir que a palavra “globalização”, nos dias de hojem não é um elogio. Há uma animosidade crescente em torno de alguns aspectos da globalização, em grande medida devido a factores económicos, que potenciam desigualdades de crescimento, em todas as suas vertentes.

Mas o que acontece quando olhamos para além dos números em todo o mundo?

Enquanto o Hemisfério Norte, se preocupa com questões relacionadas com o crescente impacto tecnológico no mundo do trabalho, a igualdade de género, em especial no que diz respeito aos patamares salariais, benefícios e compensações, bem como no número de cargos de liderança ocupados por mulheres, e ainda questões referentes à flexibilização do horário de trabalho, e um novo conceito de “local de trabalho”, que aparece agora cada vez mais distante do tradicional escritório.

O Hemisfério Sul, ainda luta pela garantia dos Direitos Humanos mais básicos, melhorias no acesso à informação, comunicação e educação avançada que fomentem o progresso social, em convergência com a garantia ao acesso dos cuidados médicos básicos, alfabetização, água potável e saneamento.

Parece nos que a Globalização apenas poderá ter um impacto importante, se as instituições públicas e privadas, os governos e a sociedade civil, avaliarem primeiro as fraquezas que as comunidades e os países enfrentam e, em seguida, abordarem essas falhas.

E neste momento, a avaliação que podemos fazer é que existe uma disparidade muito acentuada entre os dois hemisférios.

A globalização é responsável pela falta de oportunidade que algumas pessoas vivem, mas também o é a corrupção, o nepotismo, os resultados educacionais fracos, os setores privados, a desigualdade económica, e a estagnação dos padrões de vida e uma variedade de outros fatores impossíveis de medir.

O desenvolvimento no mundo do trabalho permanece, por isso, lento e desigual, existindo disparidades de desempenho no PIB médio per capita nas várias regiões do mundo.

Quando a concorrência é global e não apenas local, são exigidas mais competências aos indivíduos, bem como uma maior flexibilidade e abertura ao risco. Alguns florescerão neste ambiente, mas muitos precisarão de ajuda para se adaptarem às novas realidades, em especial no que toca às novas tendências no mundo laboral.

O objetivo é que a globalização tenha um impacto positivo nos empregos e resulte na criação de novos setores e indústrias que estimularam a criação e desenvolvimento.

No entanto, não devemos que em algumas geografias isso implicará o fim de algumas profissões tradicionais.

A globalização no mundo do trabalho, reflectida nos seus diferentes modelos laborai, requer uma aprendizagem ao longo da vida e uma preocupação constante em ajudar as pessoas a adaptarem-se, consagrando os seus direitos fundamentais.

Também é preciso entender que estas inovações, normalmente não substituem empregos, mas, em vez disso, aumentarão e ajudarão as pessoas a serem mais produtivas.

A forma como vivemos e trabalhamos provavelmente mudará a velocidades impressionantes com a emergente “Quarta Revolução Industrial” e o, consequente, aumento da inteligência artificial, o comércio digital, e a comunicação instantânea.

Os desafios mais difíceis precisam de inovação e intervenções criativas para fazer progresso social aumentar ao mesmo tempo, tendo em considerações que ainda existem vários pontos do globo que necessitam de suporte complementar para alcançar estes resultados.

Lúcia Palma

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